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Drones da Ucrânia danificam refinaria de petróleo próxima a Perm, na Rússia

Ataque ucraniano contra refinaria da Lukoil visa reduzir receitas energéticas russas usadas no conflito

30/04/2026 às 21:24
Por: Redação

Na manhã desta quinta-feira, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou que aeronaves não tripuladas operadas pelo país atingiram uma refinaria de petróleo localizada nas proximidades da cidade russa de Perm, em um evento que marca o segundo ataque consecutivo a infraestrutura petrolífera na região.

 

Segundo o SBU, a refinaria atingida pertence à empresa Lukoil, está situada a mais de 1.500 quilômetros da fronteira ucraniana e integra o grupo das maiores instalações desse tipo na Rússia, contando com capacidade de processamento que chega a quase 13 milhões de toneladas anuais de petróleo.

 

A instituição ucraniana detalhou que, com base em informações preliminares, os drones atingiram diretamente uma unidade essencial ao processamento primário do petróleo na planta industrial, o que teria levado à interrupção das atividades deste setor da refinaria.

 

Além disso, o SBU acrescentou que, durante a madrugada da quarta-feira anterior, outra estação de bombeamento que abastece de petróleo a mesma refinaria já havia sido alvo de bombardeio. O novo ataque, segundo o órgão, provocou focos adicionais de incêndio na estrutura atingida.

 

O movimento recente faz parte de uma escalada dos ataques ucranianos em solo russo, direcionados especialmente ao setor petrolífero, com o objetivo de comprometer a geração de receitas que, conforme as autoridades de Kiev, são empregadas por Moscou no financiamento dos esforços militares em curso na Ucrânia. O contexto desses ataques ocorre em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo, agravada pela guerra no Irã e pelo relaxamento de sanções previamente impostas contra a Rússia.

 

A Lukoil, empresa proprietária da refinaria atingida, não emitiu resposta imediata a solicitações de posicionamento a respeito do ocorrido.

 

O Serviço de Segurança da Ucrânia reiterou que a ofensiva integra uma estratégia para enfraquecer a infraestrutura energética russa e, assim, limitar os recursos financeiros empregados na guerra.

 

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