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Lula sugere Nobel da Paz a Trump para pôr fim a conflitos armados

Presidente defende mudanças na ONU e questiona ausência de ações efetivas pela paz mundial

21/04/2026 às 18:48
Por: Redação

Durante visita oficial a Portugal nesta terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entrega imediata do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia contribuir para o término das guerras em curso ao redor do mundo.

 

Lula mencionou que, cotidianamente, são divulgadas declarações por parte de Trump sobre sua atuação em conflitos internacionais. O presidente brasileiro comentou que não sabe ao certo se tais declarações são feitas em tom de brincadeira, mas ressaltou o teor das falas do líder norte-americano.

 

“Todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz.”

 

Em sua declaração à imprensa, Lula acrescentou que considera importante conceder o reconhecimento internacional ao presidente dos Estados Unidos, como forma de buscar um cenário mundial pacificado.

 

“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente.”

 

Críticas à atuação internacional e papel das Nações Unidas

 

O presidente reforçou que, em pronunciamentos recentes dentro de sua agenda internacional, tem destacado o aumento do número de conflitos armados em escala global. Ele afirmou que o mundo registra atualmente o maior índice de confrontos desde o término da Segunda Guerra Mundial, ocorrido em 1945, e apontou a ausência de organismos capazes de promover a paz de forma efetiva.

 

“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje.”

 

Lula também ressaltou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e se posicionou contrário a práticas unilaterais e protecionistas adotadas por determinados países. O presidente direcionou críticas à estrutura atual do Conselho de Segurança das Nações Unidas, defendendo que sejam realizadas mudanças no estatuto do órgão.

 

“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”

 

Segundo Lula, o objetivo dessas alterações é recuperar o propósito original da Organização das Nações Unidas, garantindo, assim, sua efetividade diante dos desafios atuais relacionados à paz e segurança globais.

 

Durante a viagem oficial pela Europa, o presidente já havia cumprido compromissos na Espanha e na Alemanha antes de chegar a Portugal. Após a agenda em território português, está programado seu retorno a Brasília.

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