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Parada LGBT+ de SP incentiva participação política e voto

Edição de 7 de julho na Avenida Paulista celebra 30 anos com o tema 'A rua convoca, a urna confirma'.

25/04/2026 às 16:41
Por: Redação

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, agendada para 7 de julho na capital paulista, dedicará sua edição de 2026 a um debate crucial sobre engajamento político. Em um ano de eleições presidenciais, o evento levará para a Avenida Paulista a discussão acerca da relevância do voto e da participação cívica, sob o tema central: "A rua convoca, a urna confirma".

 

A organização da Parada enfatiza que o voto representa um mecanismo fundamental para o estabelecimento de políticas públicas eficazes e a garantia de direitos para a comunidade.

 

A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir.

 

A declaração foi feita por Nelson Matias Pereira, que preside a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

 

Três Décadas de Luta e Visibilidade

 

Neste ano, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, amplamente reconhecida como uma das maiores manifestações globais da diversidade, celebra três décadas de existência. Sua primeira edição ocorreu em 1996, com concentração na Praça Roosevelt. No ano subsequente, em 1997, a manifestação migrou para a Avenida Paulista, local onde se estabeleceu e ganhou sua força atual.

 

Ao longo de sua história, a Parada tem sido um palco para o debate de questões essenciais. Entre os temas já abordados publicamente estão o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a possibilidade de adoção para casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. Na edição anterior, em 2025, o foco da discussão foi o processo de envelhecimento na comunidade.

 

A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável.

 

Em nota oficial, Pereira reiterou o compromisso da APOLGBT-SP com a luta e a visibilidade do evento, destacando a resistência contra diversas tentativas de descaracterização e controle.

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