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Saúde distribui 2,2 milhões de doses da vacina contra covid-19 a estados

Envio amplia cobertura vacinal em 2026 e reforça proteção de grupos vulneráveis em todo o país.

17/04/2026 às 03:28
Por: Redação

O Ministério da Saúde realizou o envio de 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todas as unidades federativas, incluindo estados e o Distrito Federal, nesta quinta-feira, 16. Segundo informações divulgadas pela pasta, a medida assegura que haja quantidade suficiente de imunizantes para suprir as necessidades regionais.

 

Com essa nova remessa, o total de vacinas encaminhadas ao longo dos primeiros meses de 2026 atinge 6,3 milhões de doses. Em comunicado, o ministério reforçou que os estoques permanecem regularizados em todo o território nacional.

 

Distribuição e logística das vacinas

O fornecimento de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla versões atualizadas para combater as cepas predominantes do vírus e é recomendado, prioritariamente, para públicos considerados mais suscetíveis aos agravamentos da doença, conforme as orientações do Ministério da Saúde.

 

O órgão federal é encarregado de manter reservas estratégicas para todo o Brasil. Contudo, cabe aos governos estaduais e municipais a organização da distribuição até as unidades de saúde, assim como o gerenciamento dos estoques, o controle da validade dos lotes e a aplicação dos imunizantes à população.

 

Dados atualizados sobre doses enviadas e aplicadas

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde informou que foram repassadas 4,1 milhões de doses de vacinas para os estados brasileiros, sendo que 2 milhões dessas já foram administradas.

 

Segundo a pasta, o envio desta semana, com mais 2,2 milhões de doses, dá prosseguimento à rotina de abastecimento e complementa as reservas regionais destinadas tanto ao público infantil quanto ao adulto, contribuindo para a ampliação das coberturas vacinais.

 

Critérios do esquema vacinal e grupos prioritários

A estrutura do calendário de vacinação contra a covid-19 é segmentada por faixa etária e por condições de saúde específicas, priorizando a proteção de segmentos que apresentam risco aumentado para complicações. O esquema recomendado inclui:

 

- Pessoas com 60 anos ou mais: duas doses, aplicadas com intervalo de seis meses entre elas;

 

- Gestantes: uma dose a cada gravidez, independente da idade ou período gestacional, desde que respeitado o intervalo mínimo de seis meses após a dose anterior;

 

- Crianças de seis meses até menores de cinco anos: ciclo básico com duas ou três doses, conforme o imunizante utilizado;

 

- Indivíduos imunocomprometidos com idade a partir de seis meses: ciclo inicial com três doses, além da indicação de doses periódicas, sendo uma a cada semestre, respeitando o intervalo mínimo de seis meses entre as aplicações;

 

- População de cinco a 59 anos: uma dose para quem ainda não se vacinou anteriormente.

 

Além desses, o grupo de pessoas contempladas pela estratégia de imunização inclui trabalhadores do setor de saúde, pessoas que apresentam comorbidades, indivíduos com deficiência permanente, integrantes das populações indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e também trabalhadores dos Correios.

 

O Ministério da Saúde orienta que todos procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar sua situação vacinal e garantir a atualização do esquema de imunização.

 

Situação dos casos de covid-19 no país

Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal associados à covid-19 em todo o Brasil. No mesmo período, houve a notificação de 30.871 ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais 4,7% (1.456 casos) tinham relação com a infecção pelo novo coronavírus. Além disso, foram contabilizados 188 óbitos por SRAG atribuídos à covid-19.

 

O Ministério da Saúde destacou que a vacinação permanece a principal estratégia para a proteção da população. De acordo com o órgão, as vacinas disponibilizadas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir o desenvolvimento de formas graves, necessidade de internação e mortes decorrentes da covid-19.

 

“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.


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