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USP em Greve: Alunos e funcionários cobram moradia e melhores condições

Movimento estudantil, que está em greve desde o dia 15, e servidores paralisam atividades na Universidade de São Paulo exigindo investimentos em assistência, infraestrutura e salários.

24/04/2026 às 06:12
Por: Redação

Uma ampla mobilização tomou conta da Universidade de São Paulo (USP) nesta quinta-feira, dia 23, com estudantes e funcionários realizando protestos e paralisações. As reivindicações centrais incluem o aprimoramento das políticas de permanência estudantil, que englobam alimentação, moradia e o reajuste de bolsas, além de melhores condições de trabalho para os servidores.

 

A marcha desta quinta-feira foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP) e percorreu as vias adjacentes ao campus Butantã da instituição, evidenciando a insatisfação da comunidade acadêmica.

 

A paralisação dos estudantes teve início em 15 de maio, motivada por diversos pontos críticos. Entre eles, destacam-se a redução de verbas para o programa de bolsas de estudo, a insuficiência de vagas nas moradias estudantis e problemas no abastecimento hídrico. A adesão ao movimento é expressiva, com mais de 120 cursos de pelo menos cinco dos dez campi da USP participando da greve.

 

Paralelamente, os funcionários da universidade também iniciaram uma greve, protestando contra as perdas salariais, a implementação de políticas de terceirização e a deterioração dos serviços nos restaurantes universitários, além de questões relacionadas às condições sanitárias.

 

Júlia Urioste, que atua como coordenadora-geral do DCE Livre da USP e é estudante de Artes Cênicas, enfatizou a percepção da comunidade sobre a gestão orçamentária da instituição.

 

A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil.
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Como uma das principais exigências, os manifestantes estudantis pleiteiam a instauração de uma mesa de negociações direta com a reitoria da universidade.

 

Uma nova etapa de mobilização está agendada para a manhã desta sexta-feira, dia 24. A ação ocorrerá no interior do campus Butantã, com o objetivo de realizar protestos próximos à reitoria.

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