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Lula classifica disputa no Oriente Médio como "guerra da insensatez"

Presidente critica rejeição a acordo de 2010 e alerta para impactos sobre população

21/04/2026 às 17:07
Por: Redação

Em declaração feita durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a possibilidade de novos confrontos no Oriente Médio, em decorrência do atraso na segunda etapa de negociações entre Estados Unidos e Irã. Lula denominou o conflito presente na região como "guerra da insensatez".

 

O presidente avaliou que a situação poderia ter sido evitada e destacou o potencial dos Estados Unidos. Segundo Lula, não seria necessário que o país demonstrasse força constantemente e muitos problemas poderiam ser solucionados por meio do diálogo, sem recorrer à violência ou ao uso de armas.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Ao conversar com jornalistas, Lula voltou a mencionar que as exigências feitas pelos Estados Unidos ao Irã sobre o uso de urânio já haviam sido objeto de um acordo em 2010, firmado entre Brasil, Turquia e Irã. Ele apontou que, à época, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia não aceitaram tal acordo.

 

O chefe do Executivo afirmou que o impasse atual resulta da recusa em adotar a solução negociada há mais de uma década.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.


 

Para Lula, a retomada das discussões atuais é consequência da rejeição daquele acordo, e ele advertiu que os impactos atingirão diretamente a população. O presidente enfatizou que os prejuízos recairão sobre quem consome produtos essenciais e profissionais como caminhoneiros, que sentirão aumento nos custos de itens como carne, feijão, arroz e combustíveis.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.


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