O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sentenciou Marco Antonio da Silva a 30 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver cometidos contra sua ex-companheira, Aida Naira Cruz Rodrigues, em setembro de 2024. O caso ocorreu em Paracambi, região oeste da capital fluminense.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o motivo do feminicídio foi a não aceitação, por parte do réu, do término do relacionamento com Aida Naira. O processo detalha que, em 17 de setembro de 2024, Marco Antonio agrediu fisicamente e estrangulou a ex-companheira. O corpo da vítima foi posteriormente localizado em um barranco situado às margens do Rio Guandu.
Aida Naira Cruz Rodrigues, que tinha 46 anos, vivia afastada de familiares devido a ações constantes de vigilância e ameaças feitas pelo acusado. A vítima documentava os episódios de violência em seu diário pessoal, registros que foram apresentados pelo Ministério Público ao tribunal do júri como parte da estratégia para sustentar o pedido de condenação de Marco Antonio.
Como reconhecimento à história de Aida Naira, a Prefeitura de Paracambi designou o nome dela ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) no município, que passa a se chamar CEAM Aida Naira.